terça-feira, 21 de março de 2017

Capitão Cris pretende renovar

foto: CD Feirense
Cris diz que a luta não acabou

O Feirense já carimbou o passaporte para a próxima edição da 1ª Liga, mas o capitão, Cris, que espera fazer parte do projecto do centenário, garante que “o objectivo agora é somar o máximo de pontos até ao final do campeonato”. “Foi uma luta titânica e, sinceramente, nunca pensámos que íamos conseguir a permanência tão cedo, mas a luta ainda não acabou e vamos continuar a trabalhar com o mesmo carácter”, referiu o médio, de 33 anos, convicto da consolidação dos fogaceiros no principal patamar: “Tem sido um orgulho ser capitão desta equipa e gostava muito de continuar porque na próxima temporada o Feirense celebra o seu 100º aniversário e acho que estão reunidas todas as condições para cimentar o crescimento.”

A outro nível, de referir que Etebo e Babanco seguem hoje para integrarem os estágios das selecções da Nigéria e Cabo Verde, respectivamente.

in: jornal RECORD

Kakuba já está apto


No primeiro treino da semana, o lateral-esquerdo aliviou o departamento médico, que tem em mãos mais seis lesionados

Depois da reviravolta épica, frente ao Chaves (3-2), Nuno Manta não concedeu a habitual folga aos atletas do Feirense e começou já a trabalhar, no sentido de preparar a deslocação ao terreno do Belenenses, que está agendada para o dia 2 de Abril, fruto da paragem para os compromissos das seleções nacionais.

O destaque, no primeiro treino da semana, foi a presença de Alex Kakuba, o lateral-esquerdo ugandês, esteve quase um mês entregue ao departamento médico do clube, mas já recuperou e integrou o treino com os restantes companheiros, sem quaisquer limitações. Apesar desta boa notícia, o treinador do Feirense ainda continua privado de utilizar mais seis jogadores, todos por problemas físicos: o central Luís Rocha, o médio Pelé, os extremos David e Hugo Seco e os avançados Platiny e Wellington.

in: jornal O JOGO
ANDRÉ BASTOS

domingo, 19 de março de 2017

Feirense - Chaves, 3-2 | Declarações dos treinadores

Nuno Manta: «O Feirense quer celebrar os 100 anos na I Liga»



Nuno Manta Santos, treinador do Feirense, em declarações na sala de imprensa, após a vitória alcançada diante do Desp. Chaves, neste domingo, em Santa Maria da Feira.

«O cenário ideal é ganhar e quem anda no futebol sabe que os resultados é que interessam. Se fosse 1-0, 2-1, 3-2, o que importava hoje era o Feirense fazer os 32 pontos. Hoje, a equipa mostrou que quer ficar na I Liga. Fez uma excelente exibição nas duas partes e, não é tirar mérito ao Desp. Chaves, mas a perder 0-2, os meus jogadores conseguiram acreditar sempre neles, tiveram uma capacidade de trabalho muito grande e, com a ajuda das 4.600 pessoas que estiveram cá hoje, e a querermos dar uma grande alegria aos nossos pais, os atletas fizeram tudo o que estava ao seu alcance para ganhar. Ainda para mais, com a iniciativa do clube para ajudar o Gonçalo, os atletas motivaram-se e deram uma bonita prenda ao Gonçalo e ao concelho de Santa Maria da Feira. Os jogadores do Feirense dignificaram muito a sua camisola e mostraram que este é um clube forte que quer celebrar os 100 anos na I Liga, com os maiores clubes de Portugal.»

[sobre o segundo golo do Desp. Chaves, logo no início da segunda parte]

«Quando voltamos para a segunda parte, entramos com dinâmica, mas tivemos uma perda de bola que deu uma transição ao adversário, que chega ao 0-2. Mas para ser muito sincero, eu não fiquei muito preocupado. Porque sentia a equipa confiante e a jogar bem. Até podíamos perder, mas a equipa estava unida, com velocidade e notava-se que íamos marcar golos. Podia não ser suficiente, mas eu sabia que íamos marcar.»

[sobre a mudança tática de 4-3-3 para 4-4-2]

«Mudámos a nossa estrutura para 4-4-2. A ideia era surpreender o Desp. Chaves e aproveitar as características dos jogadores que temos e, como estávamos a jogar em nossa casa, tínhamos de ir em busca da vitória. Eu queria estar a vencer na primeira parte e por isso é que entrei com esse sistema. Estávamos a perder, mas tivemos dinâmicas interessantes e situações de perigo. Nós andamos a trabalhar este sistema há três semanas, à espera do momento certo para apostarmos, e foi hoje. Houve coisas boas, houve outras menos boas (risos).

[qual a responsabilidade do treinador na recuperação da equipa]

«Eu sou o treinador principal e, perante 26 atletas, mais equipa técnica, o departamento médico e a estrutura administrativa, todos damos uma bocadinho temos as nossas funções. O Nuno Manta Santos participou um bocadinho no grande trabalho dos atletas que estão dentro do campo e que trabalham para que as coisas funcionem.»

Ricardo Soares: «Tivemos cinco minutos de descontrolo emocional»


Ricardo Soares, treinador do Desp. Chaves, em declarações na sala de imprensa, após o desaire da sua equipa, na deslocação a Santa Maria da Feira, para defrontar o Feirense, neste domingo.

«Tivemos cinco minutos de descontrolo emocional e pagámos caro esse descontrolo. Foi uma primeira parte muito equilibrada, com as duas equipas à procura do golo. Uma ou duas situações perigosas do Feirense e outra por parte do Desp. Chaves, o que resultou num jogo com poucas oportunidades de golo, mas intenso. Na segunda parte, fruto do golo ao cair do pano da primeira parte, entrámos muito bem, fizemos o 0-2, obviamente que esperávamos uma reação do Feirense - a perder diante do seu público -, mas nós não podemos ter um descontrolo de cinco minutos, que resultou em dois erros e no 2-2. Depois, o jogo podia pender para um lado ou para o outro.»

[sobre o atual momento do Desp. Chaves]

«O Desp. Chaves não está a atravessar uma situação assim tão difícil. Obviamente que queremos sempre ganhar e somar, para atingir o 40 pontos, de qualquer das maneiras, hoje era mais um jogo difícil, em que podíamos ter tido outro resultado, no entanto, a vitória do Feirense é justa, pela reação do adversário.»

in: MaisFutebol.iol.pt

Feirense - Desp. Chaves, 3-2 | Destaques


A figura: Luís Machado
Foi o elemento fogaceiro com a produção mais consistente durante a primeira parte. Colado ao flanco esquerdo, grande parte das jogadas de perigo dos feirenses saiu dos pés do camisola 7. Mas seria na segunda parte que o extremo traria o fator decisivo, participando nos três golos com que a sua equipa venceria o jogo. Luís Machado sofreu a grande penalidade do 1-2, marcou o 2-2 e fez a assistência para o 3-2. Absolutamente decisivo, pois claro.

O momento: Etebo diz sim à história (81')
Depois de momentos de grande intensidade emocional, ambas as equipas haviam refreado os ânimos para irem em busca da vitória. E foi Luís Machado quem traçou o caminho para o triunfo fogaceiro, apesar de ter sido o nigeriano Etebo a dizer que sim ao cruzamento do companheiro e a um golo que pode ser histórico para o clube de Santa Maria da Feira.
Outros destaques

Etebo
O jovem nigeriano surgiu a jogar ao lado de Karamanos, numa posição mais adiantada do que aquela que costuma ocupar. Mas se é pouco comum vê-lo ali, numa zona tão central, Etebo deu razão a quem apostara nele, criando o primeiro lance de perigo da partida, com um remate cruzado que saiu a razar o poste (8'). Com o passar do tempo, foi perdendo clarividência e muitas bolas, mas surgiu, a dez minutos do final a marcar, de cabeça para a reviravolta feirense.

Edson Paraíba
Estreia a titular do extremo brasileiro, depois de já ter jogado alguns minutos nas duas partidas anteriores. Muito veloz, foi uma dor de cabeça constante para a defesa flaviense, além de se ter mostrado sempre voluntarioso para ajudar o setor mais recuado dos fogaceiros. Foi o primeiro a sair, mas deixou a sua marca no jogo e foi muito aplaudido pelos adeptos.

Bressan
Na semana em que viu confirmado o regresso à seleção da Bielorrúsia, o médio flaviense marcou um grande golo na cobrança de um livre direto, que deu a vantagem à sua equipa antes do intervalo. A atravessar um bom momento de forma, o crescimento do conjunto transmontano nos primeiros 45 minutos, após melhor entrada do Feirense, deveu-se muito à intensidade que o camisola 12 colocou no jogo.

Fábio Martins
Que grande golo (mais um), aquele que foi marcado pelo extremo emprestado pelo Sp. Braga ao Desp. Chaves. Arrancada pelo flanco esquerdo sem que qualquer adversário o conseguisse travar e remate vitorioso para o dois 0-2, que se viria a revelar insuficiente.

in: MaisFutebol.iol.pt

Feirense- Desp. Chaves, 3-2 | Épico!

Futebol embrulhado em emoção numa vitória épica do Feirense


Reviravolta, remontada, chamem-lhe o que quiserem. Aquilo que o Feirense fez esta tarde, depois de estar a perder por duas bolas a zero, indo ganhar 3-2, é todos os níveis fantásticos. Tal como foi o futebol apresentado por Feirense e Desp. Chaves, que serviram uma hora e meia de futebol intenso, sem amarras e de procura de uma vitória que, de forma justa, acabou por cair para a equipa da casa.

A equipa fogaceira ganhou um fôlego que pode vir a ser decisivo, e soprou as velas do seu aniversário com uma vitória épica que a deixa com 32 pontos.

Ricardo Soares é que continua sem saber o que é vencer fora de portas, mas a sua equipa voltou a deixar uma imagem positiva.

Que bela prenda, este jogo


Emoção embrulhada em bom futebol. Foi essa a prenda dada por Feirense e Desp. Chaves, na tarde deste domingo que, além de ser o Dia do Pai, acordou após o 99.º aniversário do Feirense.

Como presente, os fogaceiros queriam três pontos que podiam ser muito importantes para que o clube de Santa Maria da Feira viva o ano do centenário no convívio com os grandes do futebol nacional.

E Nuno Manta Santos deixou desde cedo clara a ideia de que era a vitória que a sua equipa procurava. Montada num 4-4-2 em que Etebo surgia a jogar em dupla com Karamanos na frente, os fogaceiros assumiram a iniciativa do jogo, perante um Desp. Chaves que pareceu surpreendido com a mudança tática do adversário.

Com isto, durante os primeiros 25 minutos, só deu Feirense. Etebo esteve perto do golo, Luís Machado também tentou, mas o nulo teimava em manter-se. Com a passagem do tempo, e depois de Ricardo Soares chamar algumas vezes os seus jogadores ao banco para lhes explicar como atuar perante o adversário, passou a haver mais Desp. Chaves no jogo.

Bressan pegou no jogo dos transmontanos, levou a equipa para a frente e, com Fábio Martins a querer mostrar-se também, os flavienses passaram a ser mais perigosos.

E quando tudo apontava para que o descanso chegasse com 0-0 no marcador, Bressan trocou as voltas a toda a gente e, num livre direto executado de forma exímia, deu vantagem à sua equipa, mesmo a terminar a primeira parte.

O golo parecia um castigo demasiado severo para a exibição do conjunto feirense, mas prometia mais animação para a partida.

Sete minutos eletrizantes e jogo aberto


Se os primeiros minutos já tinham sido intensos e muito interessantes de seguir, a etapa complementar ia multiplicar a intensidade e o interesse por dez.

Mas vamos por partes. Aos 49', numa arrancada que já é imagem de marca de Fábio Martins, o extremo flaviense levou tudo à frente, já dentro da área sentou Flávio Ramos, e aumentou a vantagem do Desp. Chaves, perante um Feirense incrédulo perante o que acontecia.

Só que em vez de baixar os braços, os homens de Nuno Manta Santos decidiram mostrar de que fibra são feitos os homens deste clube quase centenário e foram em busca da história que ambicionavam escrever.

Na resposta, aos 53', Luís Machado, que já tinha sido o melhor dos fogaceiros na primeira parte, surgiu dentro da área em posição frontal e foi derrubado por Pedro Queirós, numa falta para grande penalidade. Tiago Silva assumiu a responsabilidade, pareceu hesitante na corrida para a bola, permitindo a defesa de Ricardo, mas depois foi decidido para a recarga e marcou mesmo, reduzindo a desvantagem.

E quando ainda se celebrava esse golo – sob gritos de «para cima deles» que vinham das bancadas – o Feirense foi com tudo em busca do empate, que demorou apenas um minuto a aparecer. Mais uma vez, seria Luís Machado o homem decisivo, a aproveitar uma segunda bola à entrada da área para fazer a equipa e os adeptos numa reviravolta incrível.

E isso não aconteceu logo depois, porque Karamanos deslumbrou-se quando tinha tudo para marcar, falhando o cabeceamento num lance em que estava isolado.

História dourada escrita a azul


Após sete minutos em que o jogo esteve ligado à corrente, ambas as equipas optaram por reduzir a velocidade do jogo, percebendo que a vitória podia cair para qualquer lado.

Só que o Feirense queria escrever uma página histórica. E isso não combina com meias medidas. Ciente disso, Luís Machado - sempre ele - pegou na equipa e levou-a para a frente. E depois, numa bandeja, serviu Etebo para o golo da remontada, que surgiu aos 81 minutos, com o estádio Marcolino de Castro a «ir abaixo» com a festa dos adeptos.

Num dia que já era especial para o clube de Santa Maria da Feira, a reação flaviense não foi capaz de impedir que os homens de Nuno Manta Santos tenham escrito um episódio dourado da vida do Feirense.

Ainda falta lacrar a permanência, é certo, mas o envelope já está selado e diz «Feirense na I Liga, época 2017/18». Está perto.

Como jogou o Feirense:

Como acabou:

in: MaisFutebol.iol.pt

sábado, 18 de março de 2017

Barge e Sony correm à direita

Nos últimos quatro jogos, Nuno Manta repartiu a titularidade entre os dois laterais
Barge tem sido opção em casa

Na véspera da receção ao Chaves, ainda não é certo qual o lateral-direito que Nuno Manta vai escolher.

Nos últimos quatro jogos do Feirense, o treinador alternou sempre o jogador que tem a função de fechar o lado direito da defesa, sendo que, nos jogos em casa – Boavista (0-1) e Benfica (0-1) –, optou por colocar o subcapitão Barge como lateral e, nos jogos fora – Nacional (0-0) e V. Setúbal (2-1) –, a escolha recaiu no haitiano Jean Sony.

Seguindo a lógica, amanhã é grande a probabilidade de Barge regressar à titularidade, uma vez que se trata de um jogo no Marcolino de Castro. Contudo, o facto de o Feirense ter voltado às vitórias, na última jornada, poderá ser um motivo para Nuno Manta manter o onze. Quem parece cada vez mais perto da titularidade é Paulo Monteiro, que já não era opção inicial no campeonato desde o jogo em Braga, há quatro meses. O central vai aproveitar o castigo de Ícaro e a lesão de Luís Rocha para formar dupla com Flávio Ramos no eixo defensivo.

in: jornal O JOGO

Manta Santos: «Temos de assegurar a manutenção matematicamente»

Treinador do Feirense ainda desconfia


Nuno Manta Santos admitiu este sábado que o Desportivo de Chaves é um adversário difícil, e que espera um jogo intenso e muito disputado amanhã.

Na abordagem ao encontro da 26ª jornada da Liga, o treinador do Feirense recordou que a manutenção ainda não está garantida: «Mais de 32 pontos, e tendo em conta as épocas anteriores, seria seguro, mas não havendo segurança máxima no futebol teremos de assegurar a manutenção matematicamente. É essa pontuação que vamos tentar alcançar com o Desportivo de Chaves, sendo certo que será mais um passo para nós no caminho até ao nosso objetivo.»

Manta Santos realçou as capacidades do adversário, assumindo que se tratará de um confronto intenso. «Vamos trabalhar para alcançar um resultado positivo perante um adversário difícil com um modelo de jogo bem definido e uma estratégia específica quando aborda os jogos fora de casa e com boas transições. Será um jogo muito competitivo e intenso», disse.

in: MaisFutebol.iol.pt

sexta-feira, 17 de março de 2017

“Há muito tempo que esperava o golo”

Luís Machado estreou-se a marcar na I Liga ao fim de 27 jogos, seis dos quais pelo Tondela. O momento de inspiração deu a vitória em Setúbal
Esta época, Luís Machado já cumpriu 25 jogos com a camisola do Feirense

Apesar de o Feirense somar 29 pontos, o extremo não dá a permanência como garantida e encara a receção ao Chaves como crucial para aproximar a equipa do objetivo estabelecido pela Direção

Veio tarde, mas surgiu na altura certa, o primeiro golo de Luís Machado na I Liga. Ao fim de 27 jogos no campeonato – seis dos quais realizados, na época passada, no Tondela –, o extremo conseguiu encontrar o caminho das balizas e logo com um golo que permitiu ao Feirense ganhar ao V. Setúbal (2-1). “Foi muito importante, há muito tempo que esperava este golo e fico feliz por ter dado uma vitória depois de darmos a volta ao resultado”, recordou Machado, que, curiosamente, foi suplente utilizado, algo que só aconteceu duas vezes com Nuno Manta. “São opções, estou sempre motivado para ajudar e ainda bem que consegui. O golo nasceu de um lançamento lateral, que é um lance que trabalhamos nos treinos.”

No domingo, o adversário é o Chaves, adversário que o Feirense acompanhou na subida ao escalão principal na época passada. “Vamos enfrentar uma equipa com muita tradição e que tem feito um campeonato constante, mas nós também estamos num bom momento e temos uma palavra a dizer. Queremos os três pontos para nos aproximarmos do objetivo, que ainda não está garantido”, salientou o jogador de 24 anos, que enumerou os perigos dos flavienses. “Eles têm o Fábio Martins, o Rafa, que é bom finalizador... no geral, têm uma boa equipa. De qualquer forma, estamos preparados e queremos que o público compareça em massa, ainda mais com esta campanha que está a ser feita por causa da doença do Gonçalo”, destacou. Desafiado a falar das suas qualidades, Luís Machado definiu-se como “um ala veloz, com técnica e bom cruzamento”. Ao fim de 27 jogos no escalão principal do futebol português, Luís Machado considera que os laterais mais difíceis que enfrentou foram “Maxi Pereira e Grimaldo”, enquanto “Brahimi” é apontado como jogador “de referência” na posição de extremo.

in: jornal O JOGO
ANDRÉ BASTOS